Líderes da base na Câmara acertam inclusão na pauta de reajuste menor ao Judiciário

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BRASÍLIA (Reuters) – Os líderes da base governista na Câmara dos Deputados acertaram a inclusão na pauta, nos próximos dias, de uma nova proposta de reajuste para o Judiciário, em reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou uma fonte do Planalto nesta terça-feira.

Segundo a fonte, que preferiu não ser identificada, a proposta prevê um reajuste entre 16,5 e 41,47 por cento para a categoria, em uma tentativa de evitar a derrubada do veto presidencial à proposta de aumento de até 78,6 por cento.

Em junho, o Congresso Nacional aprovou o reajuste maior pedido pelos servidores do Judiciário, mas a presidente Dilma Rousseff vetou a proposta, alegando a incapacidade do governo de arcar com o custo, que alcançaria 25 bilhões de reais nos próximos quatro anos.

No dia 22 deste mês, o Congresso se reúne em sessão conjunta para analisar os vetos presidenciais.

A avaliação dos líderes é de que a aprovação do reajuste menor, que será escalonado em oito parcelas semestrais a partir de janeiro de 2016, reduzirá o ímpeto dos deputados de derrubar o veto da presidente.

A proposta, apresentada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, foi chancelada pelo Executivo.

Segundo o Ministério do Planejamento, a proposta custaria cerca de 6 bilhões de reais ao ano, quando o reajuste completo estiver sendo pago, em 2020.

O maior reajuste, de 41,47 por cento, será dado aos servidores que ganham os menores salários. Já os ministros do STF, o teto salarial, receberão 16,5 por cento, alcançando 39.293,38 reais.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

 

Fonte: Reuters

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