Para servidores, o governo federal não tem dinheiro, mas para banqueiros…

JUROS DIVIDA

Brasil afora, servidores federais estão em greve ou se mobilizam por melhorias salariais.

Diversas categorias, como é o caso dos servidores do Poder Judiciário Federal, estão há mais de 9 anos sem aprovação de um plano de cargos e salários. A única (pouca) coisa que recebemos em 2012, foi os 15% divididos em 3 parcelas anuais de 5% cada.

Enquanto isso, a inflação acumulada no período de maio de 2006 a maio de 2015, já ultrapassa a casa dos 72%.

O que isso significa: para você comprar um produto que em maio de 2006 custava R$ 10,00, você pagará hoje, no mínimo, R$ 17,00.

Embora a inflação esteja cada dia mais evidente, o governo federal, sob a alegação de que não há recursos orçamentários para cobrir despesas com reajustes de salários (reposição da inflação).

Se de um lado, não há dinheiro para as reposições salariais, de outro, há sempre dinheiro para alimentar os banqueiros.

Em estudo realizado por institutos de pesquisa e apresentado no site Auditoria Cidadã da Dívida, fica demonstrado que em 2014 o governo federal gastou aproximadamente R$ 1 trilhão para pagamento de juros e amortizações da dívida. Neste ano (2015) a previsão na lei orçamentária é de um gasto de R$ 1.356 trilhão, o que representa um acréscimo de mais de 35%.

A atualização da tabela remuneratória dos servidores do Poder Judiciário Federal, ao final de sua implantação no ano de 2018, representará um acréscimo na despesa de pouco mais de R$ 10 bilhões, valor bem inferior ao acrescido este ano para pagamento dos juros da dívida pública e representa apenas 2,81% do montante majorado para os bancos.

Já se passaram sete dias desde o dia em que o presidente do Senado, Renan Calheiros adiou a votação do PLC 28/2015, sob a alegação de que o governo federal iria fazer uma proposta para viabilizar a sua aprovação. Até o presente momento, não se tem notícia de que estejam havendo negociação entre o executivo e o judiciário.

Mais uma vez o SINDJUFE-TO alerta à categoria que sem a mobilização não haverá aprovação. É preciso que façamos pressão para termos a atenção do presidente do STF, do presidente do Senado e principalmente, da presidente Dilma.

No dia 23/06, haverá assembleia geral extraordinária. A categoria precisa ser firme e agir com coragem, igual aos colegas dos outros estados, onde a maioria já está em greve por tempo indeterminado desde o dia 10/06.

Veja abaixo o quadro da GREVE:

GREVE POR TEMPO INDETERMINADO:

AC, AL, AM (JT), AP, BA, CE (JF), DF, ES, GO, MA, MG, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC e SP (JE e JF).

PARASALISAÇÕES PONTUAIS:

CE (JE e JT) e SE

SEM PARALISAÇÃO:

AM (JE), MS, SP ((JT) e TO

Para melhor visualização, veja o mapa da greve clicando AQUI.

Fontes: Fenajufe e Auditoria Cidadã

Imagem: Auditoria Cidadã

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SINDJUFE-TO

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